Assembleia Legislativa

segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Sebrae e Prefeitura de Parauapebas (PA) alinham alternativas de rotas e produtos que podem incrementar turismo entre o Pará e o Maranhão. A ideia é identificar e propor um novo roteiro integrado composto por atrativos com potencial para ampliar o fluxo turístico nos próximos anos.


Parauapebas - Com 892 km de extensão, a Estrada de Ferro Carajás liga o Maranhão ao município de Parauapebas, no sudeste do Pará, abrigo da maior jazida de ferro do planeta. O empreendimento redesenhou a paisagem amazônica, tanto quanto os horizontes de crescimento da região. Mas, com a ideia de finitude dos recursos para exploração mineral se anunciando cada vez mais forte, a hora de formular alternativas para além desse contexto, tem aparecido com força cada vez maior.

Trilhos para mudar essa realidade no que se refere ao turismo e para responder ao desafio crescente de gerar empregos e perspectivas novas de crescimento econômico vêm sendo alinhados a partir de ações conjuntas entre o Sebrae Maranhão, por meio da coordenação de Turismo e Cultura do Sebrae, que capitaneia a equipe de gestores de projetos do Sebrae com atuação nos pólos São Luís e Chapada das Mesas, juntamente com a prefeitura de Parauapebas. Também participam do esforço, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur).

As primeiras tratativas aconteceram na 47ª Expo Internacional Abav, realizada em São Paulo, de 25 a 27 de setembro, em reuniões entre as equipes do Sebrae Maranhão e da prefeitura de Parauapebas, contando com participação do prefeito Darci Lermen, um entusiasta da ideia.

O interesse inicial da prefeitura era conhecer a experiência do voucher digital, solução tecnológica adotada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no município de Barreirinhas, a 252 km de São Luís, dispositivo que tem ajudado a monitorar o acesso de turistas, possibilitando a arrecadação de recursos que são aplicados na gestão do atrativo e estruturação do setor turístico.

Mas as conversas evoluíram para ações mais consistentes, como o estudo de alternativas para aproximar, através do estímulo à criação de um Roteiro Integrado, os destinos Maranhão e Pará, beneficiando diretamente pólos com Parauapebas (no Pará), Chapada das Mesas e São Luís, no Maranhão.


Dentre as ideias que estão sendo alinhadas, esse roteiro integrado Pará – Maranhão faria a junção de destinos como Chapada das Mesas – Serra dos Carajás – Parauapebas – Marabá – Nova Canaã, dentre outros; integraria, ainda, a estrada de Ferro Carajás com o Portal São Luís, via Açailândia com essa outra parte do roteiro.

E, além disso, com as fortes ações de promoção que estão sendo feitas pela prefeitura de Parauapebas em seu processo de consolidação como destino indutor de turismo para a Floresta dos Carajás, a expectativa é que possa beneficiar outros polos maranhenses – especificamente São Luís e Lençóis Maranhenses, e o fluxo turístico como um todo.

Vale destacar que, além de similaridades dos territórios, no que diz respeito à paisagem ambiental, vegetação, relevo, a presença de etnias indígenas com oportunidades para o turismo de experiência no entorno do roteiro integrado (como por exemplo, em Grajaú e Barra do Corda, no Maranhão), os dois destinos têm em comum: atrativos e potencialidades, forte presença de instituições atuando no turismo, além de traços culturais importantes como cultura popular forte e exuberância natural vocacionada para o ecoturismo e o turismo de aventura, dentre outros.

Nesta etapa inicial, para formulação de ações, a ideia é definir a estratégia de atuação e de estruturação do eventual Roteiro Integrado, identificar e validar novos roteiros e produtos turísticos que possam fomentar o turismo nos destinos, beneficiando mais de 30 municípios.

“Entre as prioridades de gestão, temos trabalhado para o fortalecimento do potencial turístico de Parauapebas. Esse trabalho vem mostrando resultados expressivos. Antes relegado a segundo plano, o Turismo tem avançado, com ações estruturais, um planejamento estratégico e de marketing e ações promocionais e de divulgação do destino Parauapebas. Esse trabalho com o Sebrae Maranhão representa uma nova etapa, em que buscamos nos articular com esse destino, identificando possibilidades de atuação em conjunto, criação de uma rota integrada, entre outras ações, com base na experiência que o Sebrae já tem na região”, explicou o prefeito Darci Lermen.


Ideias – Ideias já apontadas com perspectivas de implementação contemplam: realização de missão conjunta para a possível identificação de infraestrutura disponível, atrativos e roteiros que possam compor o roteiro integrado; a realização de famtours para agentes de viagens e press trips para jornalistas, com o objetivo da validação de eventuais atrativos e rotas; a perspectiva de integração com outras rotas já consolidadas como Lençóis Maranhenses e Jalapão; ações para fortalecer a gestão turística e a governança nos destinos e equipamentos, dentre outros, conforme salienta o coordenador de Turismo e Cultura do Sebrae no Maranhão, Luis Walter Muniz.

“Dessa iniciativa, poderão surgir projetos e perspectivas de atuação conjunta muito interessantes, que podem incrementar o fluxo turístico emitido pelo Pará e Maranhão. Aproveitar esse potencial é um desafio no qual vamos trabalhar, em conjunto com todos os parceiros que possam ajudar no processo, planejando cada passo, com foco na sustentabilidade e na integração”, analisa o coordenador.

Para que se tenha uma ideia, no Pólo Chapada das Mesas, o maior centro emissor de turistas é o estado do Pará. Com essa iniciativa, esse fluxo pode se tornar ainda maior e mais consistente. “Esse trabalho que vem sendo iniciado nos permite um planejamento bem focado para aproveitamento do que a Chapada tem de inusitado, de diferencial, através do planejamento e de intervenções que realmente são muito promissoras e efetivas”, justifica Sandra Barcelos, gestora do projeto de Turismo na Chapada das Mesas.

Das discussões iniciais, a duração longa das viagens de trem, impõem algumas providências. A proposta de pequenas alterações de horários, além do planejamento de atrativos para as viagens, como a criação de aplicativos de entretenimento para uso nos trens, similares aos das companhias aéreas, estão em debate.

“A ideia é trabalharmos todas as alternativas possíveis, verificar todos os pontos fortes e as melhorias que precisam ser adotadas pensando de forma sustentável e responsável, mobilizando os segmentos e parcerias institucionais e a participação dos empresários na definição das iniciativas mais promissoras”, acrescenta Beto Kelnner, superintendente estadual de Turismo do Polo Chapada das Mesas.

PARAUPEBAS: CREDENCIAIS PARA O DESAFIO


O município de Parauapebas está situado na região sudeste do Pará. Tendo o ecoturismo como diferencial, o município contempla biomas amazônicos, dando ao turista a possibilidade de contato com a mineração, com o turismo de experiência na imersão em aldeia indígena, com rotas turísticas rurais e de rotas de águas, com banhos e águas termais; contemplação de pinturas rupestres, dentre outras. Além do potencial latente, a proximidade de destinos como o Maranhão e a institucionalidade local, motivada para o turismo, contribuem com o desafio.

“Somos uma nova opção que o mercado já identifica com forte potencial para um turismo de experiência. Queremos descobrir e investir em novas possibilidades, apostando na integração”, comentou o prefeito Darci Lermen. “Hoje, a principal fonte de renda da cidade vem do minério, mas as estimativas apontam que a exploração só será possível por um período de mais 40 a 80 anos. A alternativa é o turismo e temos a meta de nos consolidar na atividade nos próximos anos”, planeja.

As 5 Rotas Turísticas de Parauapebas:

Rota do Búfalo – inclui visita a fazendas onde é possível degustar queijo e leite de búfala, colher abacaxis, conhece a apicultura e colher mel na hora, em roteiros de turismo rural.

Rota das Águas – visita ao Garimpo das Pedras, que tem balneários de águas termais, que saem da terra à temperatura de 46ºC.

Rota dos Carajás – a principal rota, com foco em ecoturismo. Tem trilhas, cachoeiras, mirantes naturais, birdwatching e cavernas ferríferas com acesso à área de extração do minério.

Rota City Tour: visita à cidade e seus pontos turísticos e culturais.

Rota Indígena: visita à aldeia com experiências únicas como pintura corporal, danças típicas, culinária, entre outras.

A gastronomia também reserva surpresas, como o café à base de caroço de açaí, o queijo de búfala que é premiado e a cerveja artesanal do município.

Com tantos atrativos, a cidade recebe também turistas estrangeiros, principalmente para a atividade de birdwatching, que dá a possibilidade de observar 620 espécies de pássaros.

Em Parauapebas, o turismo já é explorado sendo o quarto mais rico do Brasil por causa da exploração de minério – 27% das cavernas ferríferas do Brasil estão lá.

Das 1.600 cavernas ferríferas, duas são exploradas para o turismo, onde é possível conhecer como é a formação do minério de ferro. A atividade faz parte de uma Rota de Ecoturismo, um dos focos da cidade que possui mais de mil hectares de área preservada.

TURISMO EM 2018

O setor movimentou no mundo, em 2018, algo em torno de US$ 8,3 trilhões. Isso equivale a 10,4% de todo o PIB mundial. Além disso, o Turismo emprega 10% de toda a mão de obra no planeta.

No Brasil, o Turismo injetou US$ 163 bilhões em 2017. Valor equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano. O valor absoluto foi 7% maior que o obtido em 2016, US$ 152,2 bilhões. Em 2018, apesar da crise, o Turismo voltou a crescer e já representa 8,1% do PIB nacional.

São quase sete milhões de empregos gerados pelo Turismo no Brasil e a expectativa é que, em 2019, o número de empregos ultrapasse oito milhões.

Os dados fazem parte do estudo econômico elaborado pela Oxford Economic para o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), principal consultoria independente do setor no mundo.

Informação: Agência Sebrae 

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